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A indústria do K-pop voltou a ser palco de um embate jurídico de grandes proporções. A ADOR, agência responsável pela gestão do NewJeans, anunciou que Danielle não faz mais parte do grupo e entrou com um processo judicial pedindo indenização estimada em R$ 155 milhões. A decisão aprofunda um conflito que vinha se desenhando nos bastidores desde o fim de 2024 e que agora ganha contornos definitivos.
Segundo a agência, a medida foi tomada após sucessivas tentativas de negociação que não avançaram. A ADOR sustenta que Danielle teria violado cláusulas do contrato exclusivo, incluindo o descumprimento de obrigações profissionais e a adoção de condutas consideradas incompatíveis com o acordo firmado. A empresa afirma que tais ações resultaram em prejuízos financeiros, danos à imagem e impactos diretos sobre atividades comerciais previamente planejadas.
O caso faz parte de um contexto mais amplo de disputas entre a ADOR e integrantes do NewJeans, que questionaram judicialmente a validade e a condução de seus contratos. Embora outras integrantes ainda estejam em negociações ou situações jurídicas distintas, a agência afirma que, no caso de Danielle, a continuidade do vínculo se tornou inviável, tanto como integrante do grupo quanto em projetos individuais ligados à empresa.
A indenização solicitada pela ADOR inclui valores referentes a multas contratuais, investimentos realizados na carreira da artista, campanhas publicitárias, acordos interrompidos e possíveis perdas futuras. O montante chama atenção não apenas pelo valor elevado, mas também por evidenciar o nível de investimento envolvido na formação e manutenção de grupos de alto impacto comercial no K-pop.
A saída de Danielle representa uma mudança significativa na trajetória do NewJeans, grupo que se destacou rapidamente no cenário global por sua estética inovadora, identidade musical marcante e forte apelo entre o público jovem. O episódio também reacende debates recorrentes sobre contratos de exclusividade, autonomia artística e o equilíbrio de poder entre agências e idols na indústria sul-coreana.
Até o momento, não houve um posicionamento público detalhado de Danielle sobre o processo. O caso segue em tramitação na Justiça sul-coreana e deve se estender ao longo dos próximos meses, com possíveis repercussões tanto no futuro do grupo quanto na carreira solo da artista.
Mais do que um conflito individual, a disputa entre ADOR e Danielle se soma a uma série de casos que expõem as complexas engrenagens do K-pop, um mercado global bilionário onde sucesso, pressão e contratos rígidos frequentemente caminham lado a lado.
